5 de novembro de 2012

Jogo Político - Profissionalismo cada vez mais necessário


 No dia 22 de agosto de 2012 cantei a vitória de José Fortunati (PDT), para Prefeito de Porto Alegre. Fiz isso sem contar com o auxilio de pesquisas, apenas através do conhecimento empírico e experiências acumuladas em outras eleições. Posteriormente vieram as pesquisas, que inicialmente mostravam equilíbrio entre as candidaturas de Manuela D’Ávila (PC do B) e José Fortunati.

A “profecia” foi corretamente anunciada e as justificativas são aquelas que postei anteriormente. Entretanto as pesquisas tiveram resultados diferentes, em momentos distintos, o que também demonstra a importância da realização de uma campanha linear e eficiente.

No início das eleições a candidata comunista apareceu na frente, com vantagem na intenção de votos, isso foi mudando ao longo da disputa. O que prova que nem sempre sair na frente é um bom negócio. Pois quem nasce grande em uma disputa eleitoral tem pouco a crescer e muito mais a perder. E, em contrapartida, quem está com menos intenção de votos e cresce gradativamente acaba demonstrando um volume maior no duelo e, conseqüentemente, seduz os indecisos a aderirem ao seu projeto.

É claro que não se trata de uma receita de bolo, devem ser levados em consideração “N” fatores e a análise permanente do cenário, bem como das estratégias é fundamental.

Mas a configuração atual é um alerta, sobretudo para a próxima disputa eleitoral, na qual vai eleger Presidente da República e Vice, Governador e Vice, Deputados Federais e Estaduais e os Senadores.

A votação municipal é um termômetro para as próximas eleições. O trabalho estratégico na política deve ser alimentado permanentemente. Ressalto aqui a importância de pesquisas periódicas, pessoal treinado, capacitado e com experiência, pois o ramo da política tornou-se cada vez mais disputado e não dá mais espaço para amadores. Cabe aqui destacar a importância do profissional de Ciência Política para auxiliar nos planos político-estratégicos de uma instituição, partido político ou detentor de mandato.

Estamos em tempo de reformulações, de mudanças estratégicas, de repensar e reinventar velhas práticas e preparação permanente para as próximas disputas. O jogo político continua e ficarão de pé somente os partidos que olharem para dentro, planejarem e desenvolverem diferenciais competitivos.

Repito: Não há mais espaço para improvisação e amadorismo. Aqueles que não sabem o motivo da derrota ou da vitória correm o risco de serem retirados do processo político, de vez.

É o momento de estruturar projetos, ficar alerta e organizar metas, mirando 2014!

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