17 de setembro de 2012

QUAL CANDIDATURA PASSA MAIOR CREDIBILIDADE?




Observando as programas eleitorais na TV, suas dinâmicas, estratégias de marketing eleitoral, bem como os currículos dos candidatos e o passado de cada um nas esferas legislativa e executiva fica bastante nítido os contrastes entre eles.

Adão Villa Verde (PT) tem demonstrado que é um candidato de perfil pouco popular, seus programas de TV não ajudam o candidato, a impressão que dá é que Villa está abandonado pelo militante, desamparado. Mesmo com a presença do Ex-Presidente Lula, de Marina Silva, seu programa não consegue passar a sensação de “adesão da população” ao programa petista. As ruas confirmam esta tese.

Talvez se os programas de hoje se inspirassem um pouco mais em programas antigos do PT, na qual vendia-se um sonho e não apenas um candidato dizendo que vai resolver os problemas da cidade, apontando o que precisa ser feito.

Villa não expressa o que de fato o eleitor esquerdista tradicional quer. Sua campanha é fria, sem emoção, muito pragmática e centralizada em sua imagem e no discurso racional. Seu currículo foi mostrado tarde, deveria este ter sido exibido antes, desde os primeiros programas. Só dizer o que não foi feito e o que vai fazer não serve ao eleitor mais exigente do Brasil.

Quanto a candidata Comunista, Manuela D’Ávila (PC do B), observo que está se concentrado e lutando contra suas limitações. O programa de hoje, por exemplo, ela falou a respeito de sua idade. Este é, sem duvida alguma, um fator preocupante de sua candidatura, já que se sabe que o eleitor porto-alegrense é demasiadamente conservador e o fator “juventude excessiva” pode prejudicar suas ambições ao posto de Prefeita.

Entretanto tem algo mais, que entendo prejudicar sua imagem. Em todas as abordagens na qual Manuela fala, além de sua beleza jovial  gritante ela também leva consigo a expressão de um sorriso (que na verdade não é um sorriso, mas que parece quando ela fala). Trata-se de trejeitos, na qual em sua comunicação verbal passa a sensação de que ele fala sorrindo. Veja bem: Uma candidata jovem e bonita que fala "sorrindo" a um eleitor exigente, cansado e conservador – ora, isso não dá certo!

Penso que para passar maior credibilidade a candidata Manuela deveria mudar sua estratégia de comunicação verbal, caso realmente queira vencer a eleição. Ela deveria adotar uma “carranca”. Talvez franzir a testa e falar sem mostrar os dentes, isso certamente ajudaria a vender uma imagem mais séria e madura. Menos “alegre”, concordo, mas com maior consistência e credibilidade. Talvez um certo ar de indignação possa combinar com essa atuação. 

Falo sério quando abordo este aspecto, pois trata-se de um detalhe que, muitas vezes, passa rápido, despercebido, mas age a nível subconsciente na cabeça do eleitor.

Seus programas estão bons, com informações importantes sobre o currículo da candidata e sobre o que realizou e pretende realizar, mas também está faltando a emoção. Seu discurso, sobre a igualdade, é um fator questionável e preocupante, já que acredito que o discurso ideológico tornou-se impraticável nos dias de hoje e que as pessoas querem mais é ser diferentes umas das outras (pelo menos uma parte da sociedade pensa assim, eu garanto!).

Como o objetivo é conquista 50% + 1 voto, o ideal seria repensar seu discurso ou ajusta-lo, de maneira a deixar claro para quem será esta "igualdade" (aos que são tratados como desiguais, os que mais precisam).

Já o programa de José Fortunati (PDT), tem seguido a mesma linha dos programas do ex-Prefeito, José Fogaça (na qual tive oportunidade de acompanhar de perto).  Estão destacando programas e projetos importantes para a cidade, como a revitalização do Cais e o PISA – Programa Integrado Sócioambiental.

Além disso, Fortunati passa uma imagem sólida, pelo seu bom passado como político, histórico recente como Prefeito e seus cabelos brancos, envolvendo a todos com uma sensação de credibilidade muito grande, além de sua “fala mansa e carinhosa” na qual combina com sua imagem de apaziguador, coerente, tranqüilo, muito semelhante ao ex-prefeito José Fogaça. 

Ao meu ver Fortunati ganha grande vantagem, não apenas pelo tempo de TV, mas pelo aproveitamento do programa, mostrando as obras e avanços da cidade. Sendo que é difícil contestar isso politicamente, pois são obras importantes na qual qualquer gestor deverá, obrigatoriamente, dar continuidade. Também destaco que o programa de Fortunati é melhor por vender um sonho, estão vendendo uma Porto Alegre melhor, com alegria, amor e avanços, não apenas um projeto, mas um sonho.

Observando a candidatura de Wambert di Lorenzo (PSDB), percebo que em seus programas uma limitação, talvez financeira, para desenvolver algo mais recheado e enfeitado. Seu discurso é de oposição e feroz a várias questões, como a EPTC, quando falou, por exemplo, que se Prefeito fosse iria extinguí-la. 

O fato é que Wambert representa uma pequena fatia da sociedade, que quer uma mudança completa ou que se opõem ao PT, mas certamente esse percentual será útil e necessário para um dos lados no segundo turno, provavelmente migrando para Fortunati, independente de sua posição pessoal.

Seu programa de TV, apesar de curto, é bom, vai direto ao ponto, com pouca emoção mas impactante por seu discurso mais radical. Infelizmente o currículo do candidato é pouco explorado e o eleitor fica sem conhecê-lo melhor. Apesar disso seu discurso forte prende a atenção do eleitor, já que todos os candidatos dizem praticamente as mesmas coisas, com palavras diferentes. Ser diferente nesta hora pode ser o passo adiante dos adversários e um diferencial que conquista e chama a atenção de uma determinada fatia da sociedade.

Analisando friamente e, até o presente momento, a candidatura que me passou maior credibilidade na TV e Rádio foi a de José Fortunati, pelo fato de não haver incoerências no discurso, a condução é tranquila, não estão aceitando provocações de outras candidaturas e estão se concentrando em mostrar os avanços da cidade de forma harmoniosa e didática, levando emoção nas abordagens. O discurso do candidato é manso, sereno e tranquilo, e seu currículo e passado o ajudam a transmitir uma imagem de segurança e credibilidade ao eleitor.

Penso que um dos motivadores do eleitor no momento de votar é o "medo". O eleitor vota em quem ele acha que vai conduzir de maneira mais segura os interesses da cidade, mesmo ele sendo totalmente alienado a respeito. Acredito que este pode ser o critério de votação de muita gente. Infelizmente as pessoas não param para pensar nem falam a respeito de política. Geralmente decidem-se na hora "H" e o medo tem peso nesta hora, para aqueles que preocupam-se com as consequências de seu voto.

Um comentário:

Anônimo disse...
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