30 de novembro de 2011

DESEMPREGO NA ZONA DO EURO SOBE A MAIOR NÍVEL DESDE JUNHO DE 1998


ROMA - O número de pessoas sem trabalho na zona do euro atingiu seu nível mais alto em outubro, segundo dados oficiais. Cerca de 16,294 milhões de pessoas estavam desempregadas, o maior número desde que os dados para os 17 países que usam o euro começaram a ser contabilizados em janeiro de 1995.

A leitura equivale uma taxa de 10,3% da força de trabalho da zona do euro, o porcentual mais alto desde junho de 1998. Em setembro, a taxa ficou em 10,2%. Os economistas tinham previsto uma taxa de 10,2%.

Os dados da Agência de Estatísticas da União Europeia (Eurostat) revelam os efeitos da crise da dívida da zona do euro, à medida que os governos elevam impostos e cortam gastos para reduzir seus déficits.

Itália

A taxa de desemprego da Itália, sazonalmente ajustada, aumentou 8,5% em outubro - seu nível mais alto desde maio de 2010, após subir 8,3% em setembro e 8,4% em outubro do ano passado, afirmou a Agência Nacional de Estatísticas (Istat).

O número de pessoas empregadas na Itália ficou estável em outubro, em comparação com o mês anterior. A taxa de emprego total ficou inalterada em 56,9% em outubro, ante setembro, e foi superior a taxa de 56,8% em outubro de 2010, segundo a agência.

O desemprego entre homens recuou 0,5% em outubro, em bases mensais, e 0,4%, na comparação com o mesmo período do ano passado. O desemprego entre as mulheres subiu 0,8% em outubro, ante setembro, e 1,2% em relação a outubro de 2010. O desemprego entre os jovens declinou 0,1 ponto porcentual, para 29,2% em outubro - o nível mais alto desde janeiro de 2004 quando a série começou a ser compilada -, de 29,3% em setembro.

Cerca de 22,91 milhões de italianos estavam empregados em outubro, número inalterado em relação ao mês anterior, reportou a Istat.

Alemanha

A taxa de desemprego ajustada sazonalmente da Alemanha caiu para 6,9% em novembro, de 7% no mês anterior, renovando a mínima em 20 anos registrada em setembro.

Os economistas ouvidos pela Dow Jones tinha previsto que a taxa de desemprego seria de 7%.

O número de desempregados recuou 20 mil, em termos sazonalmente ajustados em novembro, após aumentar 6 mil no mês anterior. O número de outubro foi revisado a partir da alta preliminar de 10 mil reportada no fim de outubro. Os economistas tinham previsto uma queda de 5 mil em novembro.

O número de desempregados total, sem ajustes a efeitos sazonais, recuou para 2,713 milhões em novembro, de 2,737 milhões em outubro. A leitura foi a menor para um mês de novembro desde 1991.

As informações são da Dow Jones.

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