13 de julho de 2011

FUSÃO ENTRE SADIA E PERDIGÃO PODE PREJUDICAR CONSUMIDOR, DIZEM ÓRGÃOS DE DEFESA

O Cade (Conselho Administrativo da Defesa Econômica) aprovou nesta quarta-feira (13) a operação de fusão entre Sadia e Perdigão que cria a BrasilFoods. Embora para as empresas tal negócio possa trazer bons resultados, o consumidor passa a ter determinados produtos aglomerados em uma única marca.

Com a fusão, o uso da marca Perdigão fica suspenso por três anos em produtos suínos, quatro em salames e cinco anos em lasanhas, pizzas, frios e salgados. “A proposta inicial feita pela BRF (BrasilFoods) ao Cade foi insuficiente, por isso o órgão impôs agora medidas severas, como a retirada da marca Perdigão do mercado por até 5 anos e a venda de ativos importantes (marcas, dez fábricas e oito centros de distribuição).

Mas permanece a dúvida: quem vai ocupar imediatamente o lugar da Perdigão? Tudo indica que a Sadia, porque, mesmo que a BRF se desfaça de um terço de seus ativos, a única marca forte que restou foi a Sadia”, explica o gerente de Comunicação do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Carlos Thadeu de Oliveira.



Consumidor

Para os órgãos de defesa do consumidor, a fusão pode não se tornar benéfica para os consumidores. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Procon-SP (Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor), explica que a concentração de mercado é prejudicial ao consumidor, pois diminui a concorrência.

De acordo com o Oliveira, o Cade tentou amenizar essa concentração. "O Cade tentou minimizar barreiras à entrada de concorrentes, mas a concentração é tão grande que, mesmo que duas ou três marcas comprem parte dos ativos vendidos pela BRF, serão marcas pequenas frente à Sadia. E como a fusão já ocorreu na prática, 90% do mercado permaneceu nas mãos da BRF até agora. Por isso, operações dessa grandeza e grau de concentração têm de chegar previamente ao órgão antitruste – o que ocorrerá, caso seja aprovado ainda este ano o projeto de lei que cria o “Super Cade”.

Segundo a coordenadora Institucional da Proteste Associação de Consumidores, Maria Inês Dolci, a fusão não é boa para o consumidor, pois “a retirada de uma marca e determinados produtos do mercado tira o poder de escolha, além de interferir em sua preferência”, explica.

Embora ache o processo prejudicial para o consumidor, a coordenadora afirma que proibir a eliminação de uma marca para a criação de outra “foi uma ação correta do Cade, apesar de que as marcas que não forem usadas deveriam ser leiloadas o mais rápido possível”.

Fonte: UOL

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