23 de março de 2011

OPOSIÇÃO NO BRASIL VIVE MOMENTO “BARATA TONTA”


Por Antônio Jesus Jr - Cientista Político


A oposição forte que existiu no Brasil há alguns anos atrás estava sob domínio da esquerda, do então Partido dos Trabalhadores (PT), que exercia uma marcação cerrada para toda e qualquer ação dos governo federal e respectivas distritais.

Era uma oposição forte, dura e organizada em todo o país, que cobrava, denunciava, investigava e brigava bravamente por mudanças e melhorias sociais. Fazia sempre muito barulho, independente do seu tamanho.

Entretanto, com a esquerda assumindo o poder em 2003, sob liderança de Luiz Inácio Lula da Silva, a então oposição transformou-se em situação e vice versa. Talvez por esta razão, a ex-situação não compreende bem seu papel de oposição, pois estava acostumada a estar do outro lado do tabuleiro.

Somado a isso, o estilo de governar de Lula começou a minar a então recente oposição fragilizada.

Dilma, obviamente, deu seqüencia a política de Lula, que tinha o PMDB como parceiro nas eleições. Diferentemente do que ocorreu nos oito anos de Lula na Presidência da República, os partidos da base governista possuem ampla maioria no Congresso Nacional.  Mas isso foi uma escola ensinada por Lula.

Além disso, a oposição perdeu sua força na câmara e no senado na última eleição. As bancadas do DEM e PSDB reduziram. Os senadores do DEM passaram de 13 para seis e os tucanos perderam três cadeiras, ficando com 11 senadores. A habilidade de compor com todos abalaram ainda mais a fraca e desarticulada oposição nacional que vive hoje um momento “barata tonta”.

No Rio Grande do Sul não foi diferente. O governador Tarso Genro seguiu a escola de Lula, garantindo a governabilidade antes mesmo de iniciar o governo. Com ampla maioria na Assembléia, tem total governabilidade e, conseqüentemente, desarticulou a oposição.

Cabe aos partidos de oposição se questionar profundamente e rápido sobre seu papel político atual e seguir a risca o “manual da ex-oposição”, já exercido pelos petistas. Pois se não houver uma reação breve alguns partidos, como o DEM, por exemplo, podem perder força, caindo na vala do esquecimento. Ao menos devem estes fazer algum barulho, para que não se pense que as “baratinhas morreram.”

Sou plenamente favorável a uma oposição forte e articulada na Brasil. O papel da oposição é fundamental para a evolução da democracia brasileira e a fiscalização das ações dos governos. A oposição tem uma missão sagrada no contexto nacional. É isso que os brasileiros desejam. Até a situação precisa da oposição, para delatar os abusos e os abusados. Sobretudo, sem oposição não há democracia plena!

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