17 de março de 2011

ONU APROVA ZONA DE EXCLUSÃO AÉREA NA LÍBIA; BRASIL SE ABSTÉM


O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) autorizou na quinta-feira (17) uma zona de exclusão aérea sobre a Líbia e "todas as medidas necessárias" --código para ação militar-- para proteger os civis contra as forças do líder Muammar Kadafi.

Dez dos 15 membros do Conselho votaram a favor da resolução. Brasil, China, Rússia, Índia e Alemanha se abstiveram. Não houve votos contra a medida, que foi elaborada por França, Grã-Bretanha, Líbano e Estados Unidos.

A adoção da resolução após dias de negociações a portas fechadas poderá aumentar drasticamente o envolvimento internacional no conflito que eclodiu no mês passado entre as forças leais a Kadafi e os rebeldes que tentam derrubá-lo.

Uma fonte da diplomacia francesa disse a repórteres em Paris antes da votação na ONU que qualquer ação militar incluirá França e Grã-Bretanha, possivelmente os Estados Unidos e um ou mais países árabes.

"Uma vez votada a resolução, uma operação poderá começar dentro de horas", disse a fonte. Manifestantes contrários a Kadafi na cidade de Benghazi comemoraram o resultado da votação com fogos de artifício, mostrou o canal Al Jazeera.

A França, que redigiu a versão final da resolução, pressionou o Conselho a agir rápido, alegando que, caso contrário, poderia ser tarde demais para impedir Kadafi de acabar com seus opositores.

O chanceler francês, Alain Juppe, que foi para Nova York para estar presente na votação da ONU, disse a repórteres que "a França está pronta, com outros, para cumprir a resolução do Conselho de Segurança", sugerindo que isso poderia incluir ataques aéreos.

Além das medidas militares, a resolução também estende as sanções contra Kadafi e seu círculo de autoridades impostas em 26 de fevereiro também por uma resolução do Conselho.

Fonte: Reuters

ANÁLISE DO EDITOR:

ANÁLISE DO EDITOR:

O Brasil se absteve quanto a decidir sobre a zona de exclusão aérea na Líbia, que atrapalhará os planos do Ditator Kadafi. Mas essa decisão foi estratégica e demonstra o estilo do governo petista pelo pragmatismo político. Sem dúvidas seguindo categoricamente as leis de Nicolau Maquiavel, pai da Ciência Política.  O Brasil firma-se uma potência mundial e não precisa comprar brigas com ninguém, nem mesmo aceitar os "apelos dos EUA". Alias, são eles que tem que seduzir o Brasil a ser parceiros, proporcionando, por exemplo, um espaço na ONU, tendo voz ativa. O Brasil vai "muito bem, obrigado" e só deve entrar no jogo da ONU se tiver um assento permanente. Por outro lado se o Brasil votasse contra, seria mais um a impor barreiras ao poderoso "amigo Líbio,  difícil de derrubar". Retaliações poderiam ocorrer. Pra que correr este risco? Se votasse a favor, a opinião pública mundial poderia cair em cima e críticas não faltariam. Como ainda não está definido o cenário do conflito entre os rebeldes e Kadafi o melhor é se manter neutro e aguardar. Vai que o amigão Líbio vença a parada, seria ótimo deixar a porta aberta, não? Já se perder, terá a indiferença do Brasil?   Tomara que tenha, pois ninguém quer que o Brasil ofereça terreno a outro bandido.

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