20 de dezembro de 2010

LULA CRITICA OS ESTADOS UNIDOS E "MOSTRA AS UNHAS"


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta segunda-feira (20) de uma cerimônia de promoção de oficiais-generais das Forças Armadas em Brasília.

Em tom acirrado, Lula criticou os Estados Unidos, afirmando que não haverá paz no Oriente Médio enquanto eles atuarem como “Tutor da Paz”. "É preciso envolver outros agentes, outros países para poder negociar a questão da paz no Oriente Médio. Não é uma questão dos americanos", disse.

O presidente defendeu a política externa brasileira, a relação com o Irã e a maior participação de outros países na negociação. Ele disse ainda que a o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), não deve ser um “clube de amigos”, mas integrar todos os demais países.

Lula defendeu o presidente do Irã, Mahmoud Ahamadinejad, que teria atendido todas as exigências da ONU, sobre o programa nuclear iraniano e ainda assim foi punido com sansões. Ele afirmou que dez dias antes do encontro com o presidente do Irã recebeu uma carta do Presidente norte-americano Barack Obama, com as “condições” desse programa.

Segundo o presidente Lula, as sanções ocorreram porque a negociação foi conduzida por Brasil e Turquia (países secundários), e não pelos países do Conselho de Segurança. “A única explicação é de que era preciso punir o Irã porque o Brasil e a Turquia tinham se metido em seara de país desenvolvido”, desabafou.


COMENTÁRIO:


Estar em evidência é o objetivo de qualquer político, sobretudo ao “quase ex-presidente” Lula, que já deu entrevista dizendo que poderá voltar a ser candidato à Presidência na próxima eleição.

Hoje, na cerimônia das Forças Armadas, ele gerou um novo fato político, ao criticar os Estados Unidos. Lula não podia fazer críticas antes, pelo bem das relações diplomáticas, mas agora que será ex-presidente, pode se expor mais. Alias, deve! E vale a pena, afinal isso pode representar um espaço privilegiado no cenário internacional.

Lula sabe que uma cadeira na ONU pode fazer seu nome se perpetuar no cenário político, garantindo-lhe grande visibilidade e popularidade para encarar uma nova eleição. Como Chaves e outros ditadores, Lula é vaidoso e quer, como todo bom político, apodrecer no poder.

O presidente Lula é estratégico e muito bem assessorado. Não dá ponto sem nó. Autentica programas de seu governo em cartório, divulga balanços e presta contas de suas ações de forma espetaculosa e, segundo a CNI/Ibope, Lula se despede com aprovação popular de 80% (o que é muita coisa para dois mandatos).

Lula é assustadoramente Maquiavélico (no sentido específico do termo) e se prepara para retornar ainda mais forte para a Presidência do Brasil. Será que alguém o segura?

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